CASEÍNA, UMA PROTEÍNA BOA PARA BEZERROS!

Aqueles que me conhecem, sabem o quão o leite e seus derivados são calamitosos para saúde. Quando falo da caseína, sempre há resistência dos adeptos a este suplemento “fake”, porém poucos têm argumentos contundentes que me faça crer nos benefícios da sua ingestão. É de conhecimento restrito que no leite humano também encontramos a caseína, todavia a grande diferença é que ele não é igual à caseína do leite bovino.

Segue alguns dos maiores questionamentos no consultório :
1) “Se a caseína faz mal, por que tem diversos “bodybuilding” ingerindo e até mesmo realizando propagandas?”
2) “Já que este suplemento não nos cai bem, por que ele custa tão caro?”
3) “Quais as fontes acadêmicas que sustentam seu ponto de vista?”

Quando emito minha opinião sobre algum alimento ou suplemento esportivo, procuro ponderar além de benefícios isolados – neste caso a hipertrofia muscular. Afinal, de que vale torneados e robustos músculos se seu organismo está todo inflamado?

Sempre digo aos meus pacientes que ganhar massa muscular e emagrecer muitas vezes é o menor dos problemas, basta se entupir de “n” suplementos. Garantir estes benefícios, assegurar a prevenção de doenças futuras e reduzir a inflamação crônica subclínica tem sido veementemente a minha proposta.

Para que entendam a origem da caseína, saibam que em 1 litro de leite, 87% são líquidos e apenas 13% são sólidos. Desta porcentagem sólida 80% é caseína (proteína boa para bezerros) e somente 20% são frações proteicas compatíveis com nossa espécie.

Partindo do pressuposto que para se chegar a um Whey Protein de ótima qualidade é necessário uma serie de filtragem do leite e até mesmo hidrólise de aminoácidos, pensem: Se você fosse um empresário centrado exclusivamente no lucro, o que faria com os 80% da sobra de filtragem? Acertou quem apostaria na origem de um novo suplemento…. Eis então o surgimento do suplemento CASEÍNA.

A literatura, nos traz alguns estudos que comprovam o potencial papel inflamatório e alergênico da caseína. Isso tem repercutido de tal maneira que alguns estudos associam este composto com o aumento na incidência do câncer de próstata, mama e doenças autoimunes.

A caseína apresenta um tamanho molecular relativamente grande, assim sendo, muitas pessoas indicam sua suplementação em períodos estratégicos, pois elas acreditam na pseudo crença de que sua absorção lentificada maximiza o anabolismo e o anti-catabolismo.

Devido ao tamanho molecular, sabe-se que esta proteína não é facilmente absorvida pelos nossos enterócitos (células intestinais), nestas condições, esta macromolécula gera inúmeras perturbações para nossa saúde. Tais como:

– Processo inflamatório intestinal: Após os 3 anos de idade, os seres humanos, param de produzir uma enzima chamada Lactase. A lactase é uma proteína encontrada em abundância na mucosa intestinal das crianças. Por sua localização ser superficial ela é vulnerável a qualquer agressão e não são possui capacidade de regeneração. Com o passar dos anos podemos assegurar que a disponibilidade da lactase não é a mesma. Na idade adulta, a degradação, absorção e eliminação do leite e suas macro proteínas é ineficiente, logo, inicia-se condições subclínicas.

Antes que me perguntem: “Dr. tomo caseína há muito tempo e nunca tive problemas com a saúde.” Não se iluda! Por mais que você não apresente sinais e sintomas aparentes, acredite, você pode estar sob manifestação subclínica. Uma delas é a inflamação crônica subclínica, que quando presente por anos, pode lhe originar alergias e até mesmo enfermidades graves

– Hipersensibilidade metabólica: Sucintamente reitero que a caseína é uma proteína altamente alergênica, isto ocorre porque nosso sistema imunológico tem dificuldade em reconhece-la como um composto não nocivo. Por este motivo, as nossas células de defesa começam a produzir citocinas inflamatórias as quais recrutam outras células e por fim atacam não somente a proteína, mas sim nosso organismo como um todo. Alguns pesquisadores vinculam a teoria alérgica como potente pré-requisito para o gatilho de doenças autoimunes.

– Hiperamonemia: Por mais que a caseína não seja absorvida por completo pelo trato gastrointestinal, quando um indivíduo faz deste suplemento uma necessidade, ele pode desenvolver a hiperamonemia (altas concentrações de amônia no sangue), o que reduz a alcalinidade e também facilita a instalação de doenças crônicas. A hiperamonemia pode ainda provocar micro lesões musculares e reduzir o potencial elétrico das células nervosas, o que interfere diretamente na performance física. Acho que nenhum atleta gostaria disso, certo?!

Refêrencias Bibiográficas:
Human-milk proteins: analysis of casein and casein subunits by anion-exchange chromatography, gel electrophoresis, and specific staining methods.

Stromqvist M, Falk P, Berstrom S, Hanson L, Lonnerdal B, Normark S, Hernell O – Human milk k-casein and inhibition of Helicobacter pylori adhesion to human gastric mucosa. Journal of Pediatric Gastroenterology and Nutrition, 1995; 21: 228-298.

Pollack JI. Associações de longa duração com a alimentação infantil em uma população de bebes clinicamente comprometidos. Development Medicine and Child Neurology, 1994;36: 429-440

New A.S., et al. Dietary influences on bone metabolism: further evidence of a positive link between fruit and vegetable consumption and bone health? Am. J. Clin. Nutr. 2000;71:142-51.

Autoria:

Dr. Victor Dias
Istagram: @drvictordimor
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