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MODULAÇÃO HORMONAL COM TESTOSTERONA BIOIDÊNTICA CAUSA CÂNCER? POR VICTOR DIAS

No FH Meeting falamos sobre a importância do equilíbrio psíquico, físico e mental para uma longevidade saudável. Deste modo abordamos a importância do tripé: (1) Alimentação saudável, (2) Equilíbrio hormonal e (3) Atenuação do estresse com a finalidade de “chegarmos a tão desejada “fórmula” da longevidade saudável.

Em plena era digital fitamos por aí centenas de notícias sem procedência que sustentam verdadeiros DOGMAS na medicina e pior que isso, acabam por germinar dúvidas e verdadeiros quebra-cabeças na população.

Como você deve saber, nós profissionais da área da saúde estamos aderindo ao Movember ou Novembro Azul — um movimento cuja principal finalidade tem como divulgar informações acerca da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de próstata. E, nada melhor que este tempo para desmistificarmos publicamente algumas falácias a respeito do câncer de próstata.

A primeira delas é associação da modulação hormonal com testosterona bioidêntica com o aumento do câncer de próstata. A MODULAÇÃO HORMONAL COM HORMÔNIOS BIOIDÊNTICOS NÃO TEM RELAÇÃO ALGUMA COM O CÂNCER DE PRÓSTATA, MUITO PELO CONTRÁRIO!

Há alguns anos tenho tido a oportunidade e a honra de conhecer pessoalmente o belo trabalho do Prof. Dr. Lair Ribeiro, um médico reconhecido mundialmente e que merecidamente vem sendo reconhecido como ícone da medicina preventiva brasileira.

A história por trás da testosterona causar câncer de próstata ganha cenário em meados de 1940. O protagonista desta ciência retroativa chamava-se Dr. Charles Huggins, um conceituado médico urologista conhecido mundialmente pela honraria do prêmio Nobel em 1966.

O início dos estudos começou quando o Dr. Charles constatou que o castramento de cães com hiperplasia prostática benigna repercutia na redução dos níveis plasmáticos de testosterona e por conseguinte na redução expressiva das áreas hiperplasiadas (áreas com lesão que SUPOSTAMENTE respondiam a elevados níveis de testosterona).

Não demorou para o pesquisador realizar esta técnica em pacientes que apresentavam câncer de próstata metastático. O instrumento utilizado para mensurar a progressão da doença foi norteado pela dosagem de fosfatase ácida, um marcador de progressão tumoral atualmente proscrito, ou seja em desuso. Em meados de 1980, quase 40 anos depois da teoria do Dr. Charles, eis que entra em ação o brilhantes Dr.Abraham Morgentaler. Um professor urologista adjunto da Universidade de Harvard que revolucionou o mundo provando justamente o contrário.

Segundo estudos que tiveram início a partir de experiências com seus próprios pacientes, ele conseguiu provar que aqueles pacientes que tinham níveis de testosterona abaixo da normalidade apresentavam prevalência de CA de próstata. Provou também que os pacientes que faziam reposição hormonal com testosterona bioidêntica apresentavam risco reduzido para a doença. —Como assim Dr? Explica melhor…

1º- Se testosterona causasse câncer teríamos uma prevalência em adultos jovens, já que nesta idade os níveis de testosterona estão demasiadamente superior aos dos idosos;
2º- A origem de qualquer tipo de câncer não está atrelado apenas a deficiência ou aumento hormonal, mas sim a predisposição genética associada a péssimos hábitos de vida;
3º- O que eleva a chance do desenvolvimento do CA de próstata é a sensibilização da próstata pelo AUMENTO da conversão da testosterona em DHT (citada inúmeras vezes aqui) pela enzima 5-alfa-redutase e o AUMENTO da conversão da testosterona em ESTRADIOL E ESTRONA pela enzima aromatase.

Autor: Dr. Victor Dias Moreira – Medicina. Integrativa Hospital
Albert Einstein

Instagram: @drvictordimor
Site: www. drvictordias.com.br

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