SAL NA ALIMENTAÇÃO: APRENDA A USAR POR LIBIA VIEIRA

O sal é utilizado há muito tempo, cerca de 5 mil anos, e teve origem no Egito e na China. Era utilizado para conservar os alimentos, já que não havia geladeira. Pela sua característica osmótica, o sal “suga” a água dos alimentos, conservando-os por mais tempo.
Quando o sal entra no corpo, ele é absorvido pelo intestino e vai direto para o sangue. Se é consumido em grande quantidade, cai na mesma proporção nos vasos. Como a água do corpo é sugada pelo cloreto, o organismo, na tentativa de manter o equilíbrio e normalizar a falta de água, eleva a pressão arterial para aumentar fluxo de sangue circulando.
Acontece que os vasos estão acostumados com um determinado volume sanguíneo circulando dentro deles. Quando o sistema sai da normalidade e passa a ser atravessado por muito sangue, os vasos acabam se contraindo para tentar diminuir o fluxo e restabelecer o estado habitual, mas o coração continua bombeando da mesma forma, assim com a redução da passagem pelos vasos ele não vai ser irrigado adequadamente, levando a problemas como a hipertensão e prejudicando os rins. Como têm função de filtrar as substâncias do corpo, os rins são os responsáveis por expelir o excesso de sal. Porém não conseguem eliminar totalmente o excesso do sódio, contribuindo então para o aumento da pressão e simultaneamente sofre com a hipertensão, que influencia o funcionamento de todos os órgãos. Sintomas como retenção de líquidos nos membros inferiores podem sugerir um excesso de sódio na alimentação.
A partir de 2013, a OMS (Organização Mundial da Saúde), mudou a recomendação de sódio para ≤ 2g de sódio (equivalente a 5 g de sal de cozinha, ou 1 colher rasa de chá).
Tipos De Sal:
Sal De Cozinha – É o mais usado no preparo de alimentos. De acordo com as leis brasileiras, o sal de cozinha deve conter iodo para prevenir o bócio, crescimento anormal da glândula tireoide. Possui 40% de sódio e 60% de cloro. Porém, é importante não errar na mão na hora de temperar os alimentos. Pelo alto teor de sódio em sua composição, pode contribuir para o aumento da pressão arterial caso seja consumido em demasia. O ideal é consumir, no máximo, 2g por dia.
Light – É um produto com teor de sódio reduzido, indicado para hipertensos. Possui 30% de sódio e 70% de cloreto. Cuidado: como seu sabor é mais suave, deve-se ficar atento para não salgar muito a comida e anular o benefício de possuir menos sódio. Por conta da alta taxa de cloro, também dá sensação de ardido. É o mais recomendado pelos especialistas.
Marinho – Bastante usado na alimentação funcional, pode ser moído na hora e misturado com ervas frescas. Como não passa pelo sistema de branqueamento, como o sal de cozinha, ele permanece com aproximadamente 84 elementos, dentre eles iodo, enxofre, bromo, magnésio e cálcio, componentes importantes para o metabolismo e, também, para ativar a glândula da tireoide. Depois do sal light, é o tipo mais indicado pelos especialistas, pois é rico em minerais.
Grosso – Produto não refinado, apresentado na forma que sai da salina. Em culinária, é usado em churrascos, assados de forno e peixes curtidos. Possui 40% de sódio e 60% de cloro. Por ser em forma granulada, geralmente é consumido com mais cautela do que o sal refinado, já que pouca quantidade tempera consideravelmente. Deve ser consumido com parcimônia, pois o consumo exagerado pode levar à hipertensão.
Rosa Ou Himalaia- Vem do Himalaia. É rosa por possuir vários outros minerais, e a vantagem é possuir até 60% menos de sódio. Desvantagem: o preço, que é bem salgado.
Negro- sal originado do Havaí. Também possui baixíssimo sódio, pode possuir leve sabor defumado. Indicado para finalizar pratos como com frutos do mar.

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